Organização das Nações Unidas orienta governos a combaterem a exclusão de muçulmanos
O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, instou os governos de todo o mundo a trabalharem em conjunto para erradicar o que descreveu como uma “crescente onda de ódio antimuçulmano” O chefe da ONU, que falava durante um evento de Combate à Islamofobia, destacou que a rejeição das “narrativas de medo e exclusão” é fundamental para a estabilidade global, alertando que “quando as pessoas são alvo de ataques por causa de sua fé, todos correm risco”.
Guterres destacou que, em meio a um cenário de conflitos e instabilidade, milhões de muçulmanos carregam consigo a dor da discriminação. Para o Secretário-Geral, o quotidiano de muitas minorias religiosas é marcado por exclusão, marginalização socioeconómica e vigilância injustificada.
Na ocasião a presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, afirmou que as tecnologias modernas, que deveriam unir a humanidade, estão, na verdade, a “acelerar a disseminação de desinformação e preconceito a uma velocidade sem precedentes”.
Guterres reforçou esta preocupação, apontando que o assédio e o vandalismo contra mesquitas são ataques directos aos valores de sociedades inclusivas. Para Baerbock, o combate a esse fenómeno transcende a religião.
“Combater a islamofobia não se trata apenas de defender uma comunidade religiosa. Trata-se de defender nossa humanidade compartilhada”, sublinhou.
O Secretário-Geral instou os governos a introduzirem medidas que salvaguardem a igualdade e exortou as plataformas digitais a fazerem mais para prevenir o discurso de ódio.
Com o fim do mês de Ramadhan se aproximando, ele concluiu reforçando que “o silêncio diante do ódio só permite que ele se espalhe”, apelando a uma resposta global baseada nos princípios de dignidade e direitos humanos.
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
Deixe o seu comentário (Respondendo a )
Comentário enviado!
Aguardando aprovação. Obrigado!