Sheikh Mussa Tamimo lamenta falta de um Fundo Nacional de Zakat para financiar bolsas e projectos juvenis
Falando para os jovens muçulmanos, durante o iftar dos membros do Gabinete Juvenil do Conselho Islâmico de Moçambique, o secretário-geral da instituição, sheikh Mussa Tamimo, destacou que o estudo e a excelência académica são as ferramentas fundamentais para que esta camada social possa servir Moçambique com dignidade e eficácia.
Para o líder religioso, a mudança do actual cenário social da comunidade muçulmana passa pela preparação intelectual. “É preciso estudar para influenciar as políticas do país. E isso não se faz com confusão, faz-se com cabeça”, afirmou o sheikh.
O secretário-geral lamentou que o muçulmano seja, por vezes, rotulado como “atrasado” ou “fonte do mal”. Segundo ele, a resposta a este estigma não deve ser a revolta, mas a demonstração de competência e integridade.
“As pessoas têm essa percepção em relação a nós. É preciso alterar esse cenário. Tudo depende de si. (...) Se você mostrar que é muçulmano, ter um bom carácter, boa capacidade intelectual, automaticamente vai ganhando espaço”, continuou.
Para além disso ele incentivou os jovens a não buscarem apenas o emprego, mas a empreenderem e criarem parcerias. Contudo, aconselhou-os a participar na vida pública para servir a nação.
Ao encerrar, o Secretário-geral do CISLAMO apontou a “desorganização” interna como o maior entrave ao progresso dos muçulmanos. Ele lamentou a inexistência de um Fundo Nacional de Zakat que pudesse financiar bolsas de estudos e pequenos projectos para jovens muçulmanos.
“Não estamos a sofrer por causa da ausência de recursos. Estamos a sofrer por causa da nossa desorganização. Os recursos ficam sem valor porque não estamos a conseguir trabalhar juntos”, concluiu.
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